Revolução Ambiental

08.04.2014

 

A Revolução Industrial, ocorrida no século XIX, foi um marco para a sociedade mundial. A mudança do modo de produção alterou por completo o ciclo socioambiental previamente estabelecido. A indústria, como alicerce do processo produtivo, gerou êxodo rural e o inchamento das cidades, provocando alterações ambientais, sentidas com maior intensidade pela sociedade do mundo moderno.

 

As duas guerras mundiais, modificaram drasticamente a relação entre as nações, e os países industrializados continuaram a travar choques, em função dos interesses econômicos, determinando uma nova ordem econômica, que passou a ser derivada a base da conquista de novos mercados. Imerso nessa guerra entre os mercados, a lógica de captação de lucros passou a ser o consumidor, principal alvo das grandes empresas e países, cujas armas são a qualidade, custos, segurança e atendimento.

 

Neste contexto mundial moderno, a sociedade contemporânea vivencia um processo de “crise ambiental”, processo este resultante de uma ciência que teima em manter a especificidade e afastar o homem de todo o contexto. A construção do “saber ambiental” é fator preponderante para a solução da crise vivenciada.

 

A interdisciplinaridade e a compreensão do mundo como um sistema, são as chaves para o reestabelecimento da homeostase ambiental. Encarar a questão da produção de lixo, como problemática diária na vida das sociedades é um primeiro passo para buscar soluções e alternativas para amenizar os problemas ambientais provenientes de tais comportamentos. A relação da Pesquisa Nacional de Saneamento Básico no Brasil aponta que 20% dos resíduos coletados no país são destinados para “lixões”.

 

O Rio de Janeiro será o primeiro estado brasileiro a erradicar todos os lixões até o fim do ano. Com a implantação do programa Lixo Zero, 92 municípios passarão a descartar seus resíduos sólidos em aterros sanitários ou em Centrais de Tratamento de Resíduos (CTRs), transformando em energia o gás metano, gerado pela decomposição do lixo.

 

Em 2007, apenas quatro cidades destinavam seu lixo adequadamente. Hoje, dos 92 lixões que existiam, 70 foram encerrados, e o restante representa apenas 6,5% dos resíduos gerados.

 

No que tange ao desenvolvimento sustentável e recuperação ambiental, o estado do Rio já deu os primeiros passos, mas  precisamos de mais ações políticas para garantir  a recuperação ambiental, a ocupação do solo e a  expansão urbana, com mais qualidade de vida para a população.

Por: Sávio Neves

Share on Facebook
Share on Twitter
Please reload

© Sávio Neves. Todos os direitos reservados.