Chega de teoria

12.06.2014

 

 

Uma das bandeiras que eu defendo ao longo da minha vida profissional é a do transporte sobre trilhos. Não é a toa que há 14 anos assumi a presidência do Trem do Corcovado, um dos equipamentos turísticos mais visitados em todo o mundo.

 

Sou mineiro e vim para o Rio de Janeiro no final da década de 70. Nesta época, ambos os Estados mantinham vivo o transporte através dos trens, tão importante para o desenvolvimento econômico e industrial das cidades. Bons tempos aqueles.

 

Hoje, as cidades cresceram, os Estados prosperaram e o trem foi esquecido. Observamos algumas ações para que a mobilidade urbana seja feita de maneira mais confortável e rápida, no entanto, ainda constituem-se como ineficientes. O BRT, no Rio de Janeiro, é um exemplo de projeto mal elaborado, paliativo. O ideal seria colocar um trem de superfície no local desses ônibus, evitando acidentes, congestionamentos, superlotação, poluição, além de diminuir o tempo de viagem.

 

A cidade alemã de “Wuppertal” é destaque quando fazemos referência a um transporte de massa eficiente. O sistema de monotrilho ou “ferro-flutuante” que é adotado por lá, data de 1901, passando por diversas renovações e restaurações, para manter sua segurança e eficiência. A ferrovia suspensa corre ao longo de uma rota de 13,3km, a uma altura de 12 metros acima do rio “Wupper”. Os trens suspensos de “Wuppertal” transportam até 82 mil passageiros por dia.

 

A eficiência deste transporte é uma prova de que há solução quando o assunto é mobilidade urbana. Existem projetos pensados para a implementação do Monotrilho no Rio de Janeiro, mais precisamente na Barra da Tijuca, onde faria conexão com o Metrô e com os BRTs (Transoeste, Transcarioca e Transolímpica). Mas, como eu disse, são projetos, colocá-los na prática é outra história, ainda mais em uma cidade onde as empresas de ônibus possuem uma grande influência econômica e política no município.

 

Por: Sávio Neves

 

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