Legado ainda discreto

11.09.2014

Muito se discute sobre qual foi o legado que a realização da Copa do Mundo de 2014 deixou para o nosso país. Sem dúvida, a marca Brasil, embora pouco trabalhada internacionalmente, foi beneficiada através da grande exposição gerada pelos meios de comunicação do mundo inteiro. Além, é claro, da nossa já famosa hospitalidade. Mas, infelizmente, esse fator se deve graças ao evento em si, de proporção mundial, e não aos esforços do nosso Governo, que é praticamente estagnado quando se trata de divulgação do país para atrair visitantes estrangeiros.

 

Segundo o Boletim de Desempenho Econômico do Turismo (FGV), a Copa do Mundo aumentou o faturamento de segmentos como o de parques e atrações turísticas. O faturamento médio das empresas do setor cresceu 11,1% no segundo trimestre de 2014, na comparação com o mesmo período de 2013. Os percentuais mais elevados foram registrados nos segmentos de parques e atrações turísticas (15,8%); turismo receptivo (15,3%), meios de hospedagem (15,1%) e transporte aéreo (11,6%). O salto na arrecadação das empresas do setor (11,1%) é o maior dos últimos seis anos.

 

Nosso desafio agora é aumentar o número de turistas internacionais. Desde o ano 2000, o número de estrangeiros que viajam para o Brasil é praticamente o mesmo, 5 milhões e meio. Não há incentivo do nosso Governo para mudar esse quadro, desta forma, a América do Norte e a Europa, por exemplo, disparam nas estatísticas de visitantes e colhem os frutos que a economia do turismo gera, como renda, investimentos e emprego.

 

Para alcançar novos patamares turísticos, devemos não só investir em nossa infraestrutura, mobilidade urbana e segurança pública, mas investir em propaganda, gerar publicidade a nosso favor, trazer para as grandes capitais eventos internacionais, diversificar os serviços e a divulgação no interior, exaltar para o mundo nossa beleza ímpar, cultura e diversidade de roteiros.

 

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