Turismo e Saneamento Básico: Tudo a ver

08.09.2014

Quando se fala em saneamento básico, se aborda o tratamento de água potável, de drenagem de águas pluviais, de esgotamento sanitário e de resíduos sólidos.

 

A água potável é essencial à vida do ser humano, uma vez que o consumo dela é de pelo menos dois litros diários. Assim sendo, imagine um local maravilhoso para se visitar, o qual desperta o interesse de milhões de pessoas em fazer turismo para este, mas que é carente de água potável. Existe? Sim. A resposta é a Índia. Para que se tenha uma noção, a Índia é um dos locais mais visitados no mundo, entretanto apenas uma em cada cinco turistas de todo mundo que desejam visitar este magnífico país visitam no. Sabendo-se que a Índia é visitada anualmente por 4,4 milhões de pessoas, na verdade poderia ser visitada por 22 milhões de pessoas Isto é, a Índia deixa de ser visitada por aproximadamente 17,6 milhões de pessoas por ano, o que se considerarmos que um turista em um país diferente gasta no mínimo USD 1,000.00, a Índia deixa de ganhar anualmente, no mínimo, 17 bilhões de dólares.

 

A drenagem de águas pluviais é outro problema que afeta o turismo Qualquer chuva que cause alagamentos e tragédias são o suficiente para estragos na área de turismo. Basta lembrarmo-nos da tragédia ocorrida no litoral catarinense em 2008, com chuvas que duraram 3 meses. Uma das cidades atingidas foi Imbituba. Pode parecer uma cidade de pouca notoriedade. Porém é uma cidade conhecida por ter uma das melhores praias do mundo para surfar e que justamente por isso sediava a etapa brasileira do Mundial de Surf. Como consequência de 2008, esta que é uma das mais belas cidades brasileiras, perdeu a sede do referido campeonato.

 

O esgotamento sanitário também é outro problema que afeta diretamente o turismo. Basta considerar um local que vive do turismo praiano caso seja afetado por problemas de esgotamento sanitário, uma vez que este tipo de problema afetam lagos, rios, mares e por consequência as praias. Praias contaminadas tornam-se não balneáveis, o que leva ao fim do turismo praiano.

 

Com relação ao destino final dos resíduos sólidos o cenário não é diferente. No ano de 1992, o bairro de Copacabana completou um século de existência (como bairro urbanizado) e no mesmo ano houve uma greve de garis que deixou o bairro com pilhas de lixo pelas ruas, inclusive no cartão postal principal do rio que é a Avenida Atlântica. Um jornalista apelidou Copacabana de “Bangcoc Brasileira”. Bangcoc, assim como Copacabana, é um dos mais belos postais do mundo. Só que Bangcoc é uma das cidades mais sujas do mundo. Luxo e lixo andam juntos. (pelo menos naquela época). Assim como a Índia, Bangcoc perde bilhões por ano em turismo em função do não tratamento dos resíduos sólidos.

 

Se havia alguma dúvida com a relação direta entre turismo e saneamento básico, com certeza esta dúvida está erradicada.

 

Por: Sávio Neves

 

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